quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Polícia conclui inquérito contra ex-BBB Felipe Prior sem indiciamento e família comemora: 'Verdade sempre vai prevalecer'

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Foto: Reprodução/Globo


A 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo concluiu nesta terça-feira (4) o inquérito policial que apurou as denúncias de três mulheres contra o arquiteto Felipe Prior, ex-participante da 20ª edição do BBB, por dois estupros e uma tentativa de estupro. O caso tramitou em sigilo e Prior não foi indiciado.

A decisão da polícia é comemorada pela família do ex-BBB. O pai dele, Edmir Prior, disse ao G1 que "a verdade sempre vai prevalecer."

Em nota a defesa de Felipe Prior, feita pela advogada Carolina Pugliese, "destaca que a defesa sempre acreditou que a inocência de Felipe Prior iria se sobrepor a qualquer outra circunstância no curso das investigações.

Ainda segundo o posicionamento da defesa do ex-BBB, “o trabalho criterioso e responsável da delegada, Maria Valéria Pereira Novaes, e sua equipe, permitiu que o acusado apresentasse as provas necessárias e imprescindíveis durante o inquérito policial. O que nós esperamos agora é que o caso seja encerrado para que a justiça se restabeleça e o Felipe Prior retome o curso normal de sua vida.”

No dia 10 de julho, inquérito voltou para a DDM, a pedido do MP, para novas diligências. Uma nova testemunha do caso foi ouvida. Agora, o inquérito foi novamente concluído e encaminhado para o Ministério Público, que pode arquivar ou não a investigação.

Em nota, as advogadas Maíra Machado Frota Pinheiro e Juliana de Almeida Valente, que representam as mulheres que fizeram as denúncias contra o ex-BBB, disseram que "repudiam as conclusões da polícia formuladas no relatório final, por entendermos que elas não refletem o conjunto de provas que confirma os relatos das mulheres. Nenhuma das testemunhas de defesa foi capaz de refutar diretamente esses relatos."

Ainda de acordo com as advogadas, "somente uma crença infundada em teorias da conspiração explica o relato de quatro mulheres, confirmado por testemunhas, documentos e laudo pericial, ser desconsiderado apenas porque o agressor negou a prática dos crimes. Nenhuma mulher se beneficia de denunciar um estupro."


Na nota, as advogadas disseram que aguardam a manifestação dos promotores. "Como cabe ao Ministério Público decidir sobre a continuidade da apuração dos fatos, a opinião da delegacia não é determinante para a continuidade do processo. Esperamos que a injustiça desse relatório seja revertida nas próximas etapas. Esperamos ainda que essa posição lamentável da polícia não leve as milhares de mulheres que sofrem violência todos os dias a ter medo de denunciar o que sofreram."

Segundo o Ministério Público, o inquérito foi recebido e será analisado pelos promotores.

A informação foi revelada inicialmente pela TV Record no Ceará.