segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Bruna Marquezine: "Meu trabalho envolve um meio em que existe muito ego"

 Bruna Marquezine (Foto: Foto: Reprodução/Instagram)

 Foto: Reprodução/Instagram)


Bruna Marquezine chega aos 25 anos de idade, completados no dia 4 de agosto, com a busca por autoconhecimento fortalecida. A atriz, que iniciou no meio artístico ainda criança, reconhece a competitividade em seu ambiente de trabalho é um grande desafio.

"Meu trabalho envolve um meio em que existe muito ego. Se não fosse pela minha família, fé e amigos - que são pouquíssimos, que não estão nesse meio e não me olham como uma atriz e, sim, como a Bruna -, eu poderia ter muitas vezes me deixado levar", avalia.

Lidar com os constantes julgamentos de quem se sente no direito de se manifestar nas redes sociais é outro desafio constante. "Nós estamos expostos a muitas opiniões, e se você não busca o autoconhecimento, se os seus valores não estão claros e não tem uma rede de apoio muito fiel e segura ao seu redor, é muito fácil se deixar levar e acreditar na opinião alheia, seja ela positiva ou negativa."

Afastada das novelas desde o fim de 'Deus Salve o Rei'' [Globo, 2018], Bruna agora experimenta um novo desafio profissional, assinando a direção criativa de uma coleção da Colcci. "Era uma vontade minha há muitos anos."

Você tem um estilo próprio, influenciando e inspirando seus seguidores pelos looks fashionistas. Como você os compõe?
Bruna Marquezine: Hoje eu tenho uma relação muito forte com a moda, eu amo pesquisar, procurar referências, acompanhar perfis que me inspira. Adoro ver uma arara cheia de opções. Me divirto muito com a moda desde o dia em que entendi que a moda é uma ferramenta de autoconhecimento. Adoro poder me ver de diversas formas, diversos estilos, celebro muito esse movimento que vem acontecendo no mundo da moda nos últimos anos que se tornou mais acessível, é para todos. Acho isso muito legal. Não me limito muito para compor meus looks, depende muito da ocasião.

Você atualmente tem uma relação muito forte com a moda. Você foi responsável pela direção criativa e foi estrela da campanha da Colcci. Como foi atuar nas duas frentes?
Sim, sou responsável por toda direção criativa, obviamente com toda a ajuda de todos os profissionais envolvidos Colcci, Maltoni [Mariana Maltoni - Fotografa], que teve um papel de extrema importância, o olhar dela me ajudou muito. Mas eu também pude colaborar e essa era uma vontade minha há muitos anos.

Como avalia a experiência?
Ultimamente isso tem se tornado mais possível por diversos fatores, o que tem me deixado muito, muito feliz. Eu já estava buscando aprender mais sobre outras áreas dentro do meu ofício, todas elas me encantam muito. Acho que tudo isso no fim, só agrega. A gente acaba se limitando muito com rótulos e caixas, o que inclusive no meio das artes acontece muito, mas de uns anos para cá, tenho tentado sair dessa caixa.

Foi você que fez sua make em casa para o shoot. Fale um pouco sobre isso.
Sim, eu que assinei a beleza da campanha. Quando me vejo falando isso, até acho engraçado, não tenho o hábito de me maquiar para eventos e trabalhos. Claro que eu adoro me maquiar para minha vida pessoal, para sair com amigos e família, mas confesso que eu fui me tornando muito dependente de artistas talentosíssimos que cruzaram meu caminho. Sempre que tenho que trabalhar, conto com um deles, por isso foi algo muito novo, demorei bem mais do que o comum.

Gostou do resultado?
Tudo que eu sei, foi assistindo a esses profissionais e aprendendo com eles, desde produtos, técnicas... Ainda assim, não se compara ao trabalho deles, mas deu para o gasto (risos).

O autoconhecimento é muito importante para nossa vida e você é muito bem resolvida nesse aspecto. Dê uma dica nos tempos atuais de como chegar nesse estado de se conhecer internamente.
Meu trabalho envolve um meio em que existe muito ego. Se não fosse pela minha família, fé e amigos - que são pouquíssimos, que não estão nesse meio e não me olham como uma atriz e, sim, como a Bruna -, eu poderia ter muitas vezes me deixado levar. Nós estamos expostos a muitas opiniões, se você não busca o autoconhecimento, se os seus valores não estão claros e não tem uma rede de apoio muito fiel e segura ao seu redor, é muito fácil se deixar levar e acreditar na opinião alheia, seja ela positiva ou negativa. É um meio muito competitivo. Só acredito num Deus que diz que tem algo reservado para cada um de nós, e nem penso em me permitir entrar em competição com ninguém.

Por QUEM